Conclusão da Urbanização do Núcleo Habitacional “Novo Habitat”

Local
Rua Novo Habitat, Canhema - Diadema, SP

Data início do projeto
2010

Data finalização do projeto
2014

Área do terreno
8.311,71m2

Equipe

SHDU (Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano) da PMD (Prefeitura Municipal de Diadema)

Projeto Urbanístico e Arquitetônico de 25 unidades Habitacionais:
Arquiteta Fabricia Zulin e Arquiteto Milton Susumu Nakamura

Estudo Cromático das Unidades Habitacionais:
Arquiteta Cláudia Bastos Coelho

Intervenções grafite e Horta Comunitária:
Programa Bem-Viver da SHDU (2017-atual)

Intervenções artísticas no local de sete grafiteiros da região, entre eles Pixote Mushi e Edinho Street (Edson Jesus da Silva)

O projeto de conclusão da urbanização do Núcleo Habitacional Novo Habitat abrange o atendimento definitivo para 25 famílias com unidades habitacionais assobradadas, pavimentação de vielas, microdrenagem, paisagismo, espaços de lazer, solução para resíduos sólidos e contenções para implantação de viário.

No início dos anos 90, funcionava nesta área uma cooperativa para compra comunitária de materiais de construção para população de baixa renda. Após alguns anos a associação de materiais foi desativada sobrando um espaço onde a prefeitura acomodou famílias oriundas da reintegração de posse de áreas particulares. Rapidamente outras famílias se acomodaram no local e perdeu-se o controle do número de pessoas que ali estavam instaladas.

Já no final dos anos 90, os ocupantes se organizaram e constituíram formalmente a Associação de Moradores e o local foi denominado “Novo Habitat”, e a partir daí, reivindicaram atendimento definitivo.

Apenas em 2004 se iniciou o processo de urbanização com o objetivo de obter mínimas condições de habitabilidade. Com o inevitável desadensamento da área foi possível o parcelamento de 88 lotes com área mínima (em torno de 36 m²) com o intuito de remover o menor número possível de famílias. Também foi implantado o viário e a infraestrutura básica (água, esgoto, drenagem, rede elétrica e iluminação pública), além de obras de contenção.

Em 2007, o ritmo das obras diminuiu, restando aos moradores mobilizar-se e realizar as obras de contenção em regime de mutirão, necessárias para finalizar a implantação dos lotes.

A atuação da arquiteta Fabricia Zulin neste projeto ocorreu durante o período em que foi funcionária da prefeitura, na Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, entre os anos de 2010 e 2014, período em que foi realizado o projeto de conclusão da urbanização desta área. Em 2010 a área já possuía uma organização de distribuição de lotes, com exceção de um trecho que ficava bem na entrada do local, 11 famílias que não aceitavam ir para conjuntos e que faziam questão de serem atendidas na área, afinal, possuíam vínculos com aquele lugar. Era um espaço complicado, tanto pelas exíguas dimensões como também pela proximidade com a indústria vizinha.

A dúvida que perdurava há anos: consolidar ou não consolidar aquele trecho? Foram realizados diagnósticos e análises envolvendo vários departamentos da prefeitura - regularização fundiária, meio ambiente, aprovação e a própria habitação, chegando à conclusão de que era possível sim, viabilizar um projeto naquele local. Assim, para aquele trecho, foi realizado o projeto das “Casas Cubo”. O nome reflete um conceito de casa compacta para solução de pequenos vazios urbanos. O lote resultante foi de 5,50 x 5,00m, no qual foi proposto um sobradinho com muita qualidade.

Também o que era nítido no “Novo Habitat” é que, no trecho já parcelado a maioria das famílias já havia autoconstruído suas casas, com exceção de alguns lotes que ainda permaneciam com construção muito precária de madeira. O trabalho da equipe social constatou que haviam 13 famílias de baixíssima renda, com alta vulnerabilidade social. Assim, para estes casos específicos, foi realizado outro projeto de tipologia habitacional, para lotes de 4,30 x 8,60 m, aproximadamente 37 m². No total, somando as duas tipologias mais uma unidade adaptada em lote especial seriam 25 novas unidades habitacionais para finalmente concluir a provisão de moradias e consolidar definitivamente a área.

Inicialmente o projeto de finalização da urbanização foi planejado para ser viabilizado pelo FNHIS (2011), porém, em 2016, foi deliberada sua conclusão pelo FUMAPIS (Fundo Municipal de Apoio à Habitação de Interesse Social). E assim se fez, a obra foi retomada e concluída em 2018 com muito carinho e fruto de muita dedicação da equipe da SHDU.